Era uma vez…

Em 1915 Pedro Carlos Franzen e Luiza Sommer, descendentes de imigrantes alemães, se mudam para uma bela propriedade rural nos arredores de Canela, cidade da Serra Gaúcha. Ali cresceram os filhos Irene, Anita, Fernando, João Alfredo, Cora e Ivone.

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Setenta anos depois a história daquela família se eterniza com o Museu Castelinho Caracol, iniciativa de um dos netos do casal. Esse é um dos meus lugares preferidos, pois além de lindo e ficar dentro de uma floresta onde o silêncio só é rompido pelo canto dos pássaros e o som do arroio cristalino que corre na parte de trás, tem uma personalidade forte de algo que me fascina: a história.

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Ao chegar naquele endereço da Estrada do Caracol, avistar a antiga construção em estilo enxaimel, arquitetura típica da Alemanha, cercada por araucárias e, do jardim, já sentir o delicioso aroma da apfestrudel (torta de maçã) sendo preparada no fogão a lenha, meus sentidos despertam para uma deliciosa viagem ao início do século XX.

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Entrar no encantador imóvel construído com madeira da araucária em uma curiosa técnica de encaixes e parafusos, sem usar nenhum prego, passar pela sala de jantar que parece aguardar os Franzen para a refeição, subir e percorrer cada cômodo tão bem preservado, os brinquedos de madeira espalhados pelos quartos onde ainda estão as vestimentas, o espaço de costura com todos os utensílios da época, me faz pensar como eram os dias de Pedro, Luíza e os filhos.
Desço para saborear um chocolate quente e a incomparável apfestrudel cuja receita de família é segredo guardado “a sete chaves”. Não importa a estação do ano, se o céu tá azul ou nublado, aquele momento sempre vale a pena. E sempre, sempre sinto que eu sou apenas visita e que eles continuam ali.
www.castelinhocaracol.com.br

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