AINDA SOBRE PIRI…

FOTO NTERNA FAZENDA BABILÔNIA

Que tal aproveitar o passeio por Piri e conhecer uma fazenda que mantem viva muitas características do período colonial? O casarão construído no século XVIII, que servia de base para o Engenho São Joaquim, mantem oitenta por cento da sua originalidade, seja na madeira utilizada no piso e no forro, nas paredes de adobe e pau- a pique, nos utensílios utilizados nas tarefas do dia a dia e, em cada detalhe que vai contando a sua própria história, que pela sua importância material e imaterial, a Fazenda Babilônia foi tombada pelo Patrimônio Nacional, Iphan e inscrita no Livro de Belas Artes.
O goiano Joaquim Alves de Oliveira, que construiu a propriedade, transformou o engenho no maior de cana de açúcar do Brasil e na maior empresa agrícola do Estado de Goiás. Além de outros produtos, havia o cultivo de algodão; naquela época, a Inglaterra comprava toda a produção do Goiás, que era considerada de altíssima qualidade. O Comendador Joaquim deixou o engenho de herança para o genro, que a vendeu para o Padre Simeão Estelita Lopes Zedes, este, por sua vez, viveu secretamente um romance que teve como cenário a Fazenda Babilônia, nome dado pelo padre por comparar aquela propriedade à antiga Babilônia, devido à grande quantidade de escravos e agregados que ali viviam. A partir daí a fazenda passou a ter como atividade principal a produção de gado de corte.

TERRAÇO FAZENDA BABILONIA

Hoje é ponto de visitação, pesquisas e até mesmo gravações de novelas, como Araguaia, exibida em 2010 pela Rede Globo. Aos finais de semana o visitante pode saborear um típico café sertanejo, com mais de quarenta itens produzidos na sede da fazenda. Imagina comer um pão de queijo quentinho saído do forno à lenha e tomar aquele cafezinho com leite na secular varanda colonial, contemplando o lindo céu de Pirenópolis? E mais: andar por todos os cômodos ouvindo a história da propriedade contada por Dona Telma, bisneta do Padre Simeão e moradora da Babilônia. Bom demais!!!

Capela original onde apenas os brancos podiam assistir à missa. As mulheres ficavam separadas dos homens por uma treliça. Elas ficavam sentadas dentro da capela com o padre, enquanto eles ficavam em pé, na parte externa.

Capela original onde apenas os brancos podiam assistir à missa. As mulheres ficavam separadas dos homens por uma treliça. Elas ficavam sentadas dentro da capela com o padre, enquanto eles ficavam em pé, na parte externa.

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